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As vezes, eu quero mesmo é entrar em abstinência, e deixar todos os meus vicios para traz. Mas, não vicios fisiológicos, vicios de valores existenciais, o vicio de amar, de errar, de querer, de não saber perder, de não perdoar, de não saber chorar, entre os muitos blá, blá, blá, o que mais me chama a atenção é descobrir que minha maior virtude é um dos meus maiores vicios de valores. É o vicio de errar, sempre que eu erro, acabo amadurecendo, crescendo, ganhado e aprendendo
(Eu sei que vc vai dizer: -Então não foi um erro... Mas foi, eu só sei que eu não sei absolutamente de nada por completo, mas quando erro é pra dar tudo errado...).
E o que importa tudo o que falei?! Foram apenas palavras digitadas em formato de um texto que dizem, por fim, nada...
Talvez! Pois, você pensa que não importa de nada. Mas um dia numa varanda fria ou olhando a chuva pela janela, você vai perceber que seus vicios fazem de você, alguém que é singular. A vida não é feita de virtudes, os erros, os vicios e as atitudes surgem. E o mais gostoso da vida não é poder consertar o que está errado, e sim, errar quando está tudo concertado!
criado por Zero
02:07:50