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“Os Fantasmas e o Monstro”
Se minhas garras não me arranhassem mais
E meus olhos não chorassem por estar na paz.
Seria tudo menos doloroso
Aquele fantasma não me seguiria,
A noite sombria se tornaria dia
E o meu monstro seria menos furioso.
Ainda assim eu continuo a me castigar,
Me Arranhar dilacerando cada parte de mim.
Se minha carne não sangrasse,
Se o feitiço um dia quebrasse,
Jamais, seria outra vez assim...
Quando a noite vem, o dia vai embora.
Minha carne chora, pelo dia que não foi bom,
Os fantasmas me atacam bem no coração...
Se não ouvisse mais a sua voz,
Meus olhos enxergariam além das lágrimas
Meu coração seria mais que uma simples máquina...
Ainda assim continuam aqui
Sussurrando-me o que eu não quero ouvir,
Despertando todo dia o monstro que há em mim,
Me cortando, ferindo, sangrando, matando, pouca a pouco...
E o monstro não sai de mim,
Os fantasmas hão de vir
Pra mais uma vez me ferir...
A gargalhada é desgraçada
Eles hão de me ver alterado e ruim.
Os fantasmas _não agüento! _ os ver sorrir.
E o monstro vem vingar o que não tem mais volta.
E, apenas, mata aos poucos, o que o solta...
Hugo Dalmon.
Julho, 2006

criado por Zero
10:49:57